Meu pai era um excelente vendedor.
E, como filho de peixe, peixinho é, tentou passar toda a sua expertise para o primogênito aqui.
Ao longo da vida, já vendi — ou tentei vender — quase tudo: produtos, serviços, ideias...
Dizem que, em tempos de crise, existe um profissional que sempre encontra uma maneira de sobreviver: o vendedor. Afinal, uma empresa, independentemente do tamanho, sem clientes e sem negócios, quebra.
Ou seja: as vendas movem o mundo.
Mas, apesar das semelhanças com meu pai, aparentemente o “gene das vendas” foi perdido no meio do caminho.
Com o tempo percebi algo importante: antes da venda, existe uma etapa que muitas empresas, até por falta de tempo, acabam esquecendo:
O RELACIONAMENTO!
E talvez tenha sido justamente aí que encontrei o meu lugar.
Durante 12 anos, trabalhei no extinto Banespa — Banco do Estado de São Paulo — uma verdadeira escola, principalmente quando o assunto era relacionamento.
Afinal, como dizia uma antiga brincadeira entre bancários:
"O bolso é o órgão mais sensível do corpo humano."
Nós lidávamos diariamente com pessoas e suas dúvidas, dívidas e preocupações.
Era preciso ajudar clientes a entender extratos, utilizar os recém-chegados caixas eletrônicos e, muitas vezes, encontrar soluções para tirar suas contas do vermelho.
E foi ali que aprendi uma lição que levo comigo até hoje:
Antes de oferecer qualquer produto ou serviço, é preciso entender quem está do outro lado da mesa.
Porque um bom relacionamento não serve apenas para criar simpatia.
Ele gera confiança.
E confiança abre portas para novos negócios!
Um abraço e até a próxima!