O DIA EM QUE A EMÍLIO CARLOS VOLTOU AO NOVO NORMAL

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O DIA EM QUE A EMÍLIO CARLOS VOLTOU AO NOVO NORMAL


- Bom dia Bem-Te-Vi!
- Bom dia Sabiá!
- Bom dia dona Árvore!
- Bom dia Sabiá!
- Bom dia dona Carambola! Dona Carambola, dona Carambooooolaaa!
- Xiii Sabiá, acho que a dona Carambola não acordou ainda!
- Verdade dona Árvore! Logo ela desperta.

 

- Que dia especial!! - disse o Sabiá para todos que ali estavam!
- Ahh, como esperamos por esse momento - respondeu a dona Árvore.

 

A ansiedade pelo reencontro da natureza com as crianças, era grande!


  
- Booom diaaaaa! - surgiu faceira, dona Carambola, espreguiçando seus galhos e abrindo um lindo sorriso.

 

- Vejam! Descendo a rampa! Estão vindo brincar no parque!
- Sim, sim... Que lindos!
- Nossa alegria voltou!

 

E a natureza, tendo a dona Árvore como sua porta-voz, continuou:

- Finalmente, a partir de agora, farei uma sombrinha gostosa sobre os brinquedos, ocupados por essas lindas crianças! 


- Que legal, os amiguinhos estão fazendo exercícios na quadra! - observou o Limoeiro. 
- Sim! E olha como elas se ajudam! Deixam o amiguinho subir no escorrega, emprestam os brinquedos umas para as outras, essas crianças são incríveis! - admirava dona Pitanga.

 

- Humm, preciso caprichar nos meus frutos! Comer carambola é tão gostoso!
- Verdade dona Carambola! E eu vou cantar com muito mais alegria a partir de agora! - empolgou-se o Sabiá!

 

- Bem-te-vi, bem-te-vi, bem-te-vi...
- O que está fazendo Bem-Te-Vi?
- Estou treinando a minha voz!

 

Todos riram!

 

- Humm que cheirinho gostoso! - observou o Sabiá!
- Vem da cozinha - lembrou a dona Árvore, que continuou - Acho que estão caprichando na comidinha.


- Que saudade das merendeiras e suas comidas deliciosas. 

- Menina, cuidado com a escada! - orientou a prô para sua aluninha.
- Garoto, não corra tanto assim, você pode cair - cuidou a auxiliar.

- Eu estava com saudades das prôs também! - disse dona árvore - elas são tão cuidadosas!

 

-  E os rapazes da escola! Eu também estava com saudades - disse a dona Ameixeira que a tudo observava!
-  Sentimos a falta de todos!

 

A corda, que ficara dois anos, sendo movida apenas pelos ventos que sopravam pelo pátio, finalmente se transformara no pêndulo da felicidade para aquelas crianças!

 

- Será que elas gostam da gente? - disse o Limoeiro com ar de preocupação.

 

- Claro que sim! - respondeu a dona Árvore, e continuou - Eles já entendem a nossa importância para o planeta e para a futura geração que vem por aí. Espero que os seus papais estejam os colocando no melhor caminho. Porque com a ajuda das prôs, eles vão cuidar da gente com muito carinho, eu tenho certeza disso!

 

- Olha lá, aquele garoto! Vocês repararam que ele está há vários minutos, parado olhando para nós? - surpreendeu-se a dona Ameixeira - Será que ele está ouvindo a nossa conversa?

 

- De certo, seu coraçãozinho puro está captando tudo o que sentimos por essas crianças, e ele, por sua vez, está nos retribuindo com esse olhar doce e meigo! 

 

- Que a pureza do seu interior não se perca com a ação do tempo! - vibrou a dona Ameixeira! 


- Amém! - todos, em uníssona voz!


 

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