Acabado o jogo, meu pai me colocou no carro junto com meu irmão e fomos à casa dos meus primos que moravam no bairro do Aeroporto de Congonhas.
Nós, em Diadema,
Veríamos a comemoração nas ruas, afinal eram 23 anos sem um título.
Na Avenida Cupecê, que liga a região do Grande ABC a São Paulo, avistamos de longe um grupo de torcedores com suas bandeiras.
Era muita gente, mas, a avenida não chegou a ser totalmente fechada.
Acho que meu pai pediu pra eu fechar o vidro do carro, mas tenho certeza de não tê-lo atendido.
Afinal, que mal poderia haver em uma criança de 10 anos segurando uma bandeira comprada num semáforo com a inscrição CAMPEÃO PAULISTA DE 77?
Tudo ali era `”NÓIS”, mano!
Certamente bateriam palmas quando eu passasse, ou então, gritos de incentivos do tipo: “Boa garoto, somos campeões”, ou ainda aquela batida de mão do tipo “toca aqui...”
SQN....
Alguns integrantes do bando (não de loucos, como são chamados hoje) agarraram minha bandeira e puxaram com muita força.
Não sei onde arranjei a minha, mas não conseguiram leva-la por inteiro.
Quase fui arrancado pela janela, mas, resisti.
Cheguei à casa dos meus primos com o cabo plástico da bandeira e, na parte do pano que me sobrou estava escrito “TIMÃO”.
Naquele dia eu soube o que era ser corintiano...para o bem e para o mal. rsrs
Traumática, mas saudosa lembrança daquela final entre Corinthians x Ponte Preta em outubro de 1977.